8.11.10

Um pé de lagartas



agora que estou

varando o solo

com pés místicos, eu

que só flutuei em

cabeças de poetas e

gênios de sonho

agora invento uma

goiabeira sem fim, eu

que não sei

o que penso agora

sinto meus músculos

derretendo no capim

4 comentários:

Katrina disse...

aos pedaços

Tiago Araújo disse...

Maluf, hermano, seu lirismo é tão sutil e necessário que a sinestesia sequer é percebida, ou analisada, ou etc, ela simplesmente é. tão natural, tão colada à pele... deus do céu!

Fernando disse...

Lembrei do rocambole de lagartas no tronco da árvore em frente à minha casa, girando e girando. Traumatizou minha infância

Laura Fuentes disse...

Penetrando a terra e os nossos poros. Teu lirismo é forte na sua sutileza.

Imagem: Rogério Pinto