28.12.09
Labirinto fechado para balanço!
Agora só em janeiro!
Vou para o meu chalé na montanha (rsrs), por a leitura em dia, tomar banho de cachoeira e dormir na rede! Ufa! Que venha 2010!
23.12.09
18.12.09
A ÚLTIMA CRÔNICA DE 2009 OU O FOGO SAGRADO

Fazer uma retrospectiva do ano é tão ridículo quanto escrever cartas de amor. Mas como não tenho nenhum pudor intelectual e até gosto de muitas coisas ridículas, inclusive escrever cartas de amor, vou me entregar a essa tarefa inglória. Não em ordem cronológica, mas em ordem cronoilógica, que é a única que me interessa.
Para começar, organizei uma antologia de contos infanto-juvenis com vinte autores, escrevi um livro em parceria com minha esposa e cúmplice, participei de outras duas antologias, escrevi, ministrei aulas de criação literária, reescrevi, dei aulas de comunicação, conheci muita gente bacana, comecei o ano em Buenos Aires numa lanchonete chamada Kentuki, dormi pouco, chorei e suei bastante, fui aos shows do Keane, R.E.M, Radiohead, Kraftwerk (pela terceira vez) e terminei, em êxtase, na lama no show do The Killers. Dancei pouco. Pulei muito. Não comi nenhum quindim. Perguntei muito.
Visitei pouco os meus amigos e minha família, vi pouco a minha mãe, escrevi menos do que gostaria, abracei menos do que gostaria, beijei menos do que gostaria.Segurei nos braços um velho e maior amigo, e o vi na cama da U.T. I, deixando a vida aos 43 anos de idade. Lembrei dos sonhos que tivemos juntos. Senti saudades de meu pai. Senti saudades. Fiz terapia, comecei a estudar terapia corporal, passei a compreender as palavras de Aldous Huxley: “Chega um tempo em que perguntamos até de Shakespeare e Beethoven: isso é tudo?”
Conheci a beleza, a ancestralidade e a medicina do povo da floresta. O fogo sagrado. Dei meu mergulho profundo. Fiquei oceânico. Cantei pouco, não toquei bateria, continuei o tratamento para o meu colesterol alto, genético. Quis saber o que mais é genético em mim. Minha herança. Escapei da gripe suína. Bebi pouca água. Ganhei novos amigos. Fortaleci velhas amizades. Li menos do que gostaria. Passei a admirar muito mais as tartarugas, os ursos e lobos do que Dostoievski e Machado de Assis. Desisti, pelo menos por enquanto, de fazer um doutorado. Entre “Bastardos Inglórios” e o “Anticristo”, fiquei com o segundo. Chorei em 3D, de mãos dadas com minha esposa, ao ver “UP”, dos gênios da Pixar. Curei minhas micoses nas unhas dos pés. Contei piadas infames. Não meditei. Fiz piquenique alguns domingos no Jardim Botânico, passei a amar ainda mais, a admirar ainda mais, a viver com mais intensidade o meu amor por minha esposa. Fizemos a renovação da celebração da nossa união; abençoados por Jean-Yves Leloup. Fiquei espremido no ônibus muitas vezes, assisti com desilusão, uma troca de socos dentro do metrô entre um jovem e um senhor de uns sessenta anos. Terminei meu tratamento dentário. Raspei a cabeça de quinze em quinze dias. Vi menos os meus irmãos do que gostaria. Fui menos ao teatro do que gostaria. Abri uma conta no Twitter e outra no Facebook. Não desativei a conta no orkut. Sonhei muito. Rios, ondas, serpentes, crocodilos, leões, e sapos, e rãs. Escrevi pouco no blogue, menos do que gostaria. Parei de encanar com as tantas coisas que faço: escritor, educador, terapeuta corporal, músico. E passei a enxergar que só assim me completo. Sou um buscador. Tomei mais chá do que café. Rolei na grama abraçado a um lençol branco. Fui picado por formigas. Emagreci cinco quilos. Adormeci ao som dos pavões e das araras. Vivi o ano sentindo.
Para começar, organizei uma antologia de contos infanto-juvenis com vinte autores, escrevi um livro em parceria com minha esposa e cúmplice, participei de outras duas antologias, escrevi, ministrei aulas de criação literária, reescrevi, dei aulas de comunicação, conheci muita gente bacana, comecei o ano em Buenos Aires numa lanchonete chamada Kentuki, dormi pouco, chorei e suei bastante, fui aos shows do Keane, R.E.M, Radiohead, Kraftwerk (pela terceira vez) e terminei, em êxtase, na lama no show do The Killers. Dancei pouco. Pulei muito. Não comi nenhum quindim. Perguntei muito.
Visitei pouco os meus amigos e minha família, vi pouco a minha mãe, escrevi menos do que gostaria, abracei menos do que gostaria, beijei menos do que gostaria.Segurei nos braços um velho e maior amigo, e o vi na cama da U.T. I, deixando a vida aos 43 anos de idade. Lembrei dos sonhos que tivemos juntos. Senti saudades de meu pai. Senti saudades. Fiz terapia, comecei a estudar terapia corporal, passei a compreender as palavras de Aldous Huxley: “Chega um tempo em que perguntamos até de Shakespeare e Beethoven: isso é tudo?”
Conheci a beleza, a ancestralidade e a medicina do povo da floresta. O fogo sagrado. Dei meu mergulho profundo. Fiquei oceânico. Cantei pouco, não toquei bateria, continuei o tratamento para o meu colesterol alto, genético. Quis saber o que mais é genético em mim. Minha herança. Escapei da gripe suína. Bebi pouca água. Ganhei novos amigos. Fortaleci velhas amizades. Li menos do que gostaria. Passei a admirar muito mais as tartarugas, os ursos e lobos do que Dostoievski e Machado de Assis. Desisti, pelo menos por enquanto, de fazer um doutorado. Entre “Bastardos Inglórios” e o “Anticristo”, fiquei com o segundo. Chorei em 3D, de mãos dadas com minha esposa, ao ver “UP”, dos gênios da Pixar. Curei minhas micoses nas unhas dos pés. Contei piadas infames. Não meditei. Fiz piquenique alguns domingos no Jardim Botânico, passei a amar ainda mais, a admirar ainda mais, a viver com mais intensidade o meu amor por minha esposa. Fizemos a renovação da celebração da nossa união; abençoados por Jean-Yves Leloup. Fiquei espremido no ônibus muitas vezes, assisti com desilusão, uma troca de socos dentro do metrô entre um jovem e um senhor de uns sessenta anos. Terminei meu tratamento dentário. Raspei a cabeça de quinze em quinze dias. Vi menos os meus irmãos do que gostaria. Fui menos ao teatro do que gostaria. Abri uma conta no Twitter e outra no Facebook. Não desativei a conta no orkut. Sonhei muito. Rios, ondas, serpentes, crocodilos, leões, e sapos, e rãs. Escrevi pouco no blogue, menos do que gostaria. Parei de encanar com as tantas coisas que faço: escritor, educador, terapeuta corporal, músico. E passei a enxergar que só assim me completo. Sou um buscador. Tomei mais chá do que café. Rolei na grama abraçado a um lençol branco. Fui picado por formigas. Emagreci cinco quilos. Adormeci ao som dos pavões e das araras. Vivi o ano sentindo.
17.12.09
No final do ano pensando em Anos Incríveis
Vídeo muito bacana sobre o processo de criação e construção de um dos melhores seriados de TV de todos os tempos! Quem ainda não conhece, vale a pena se perder e se achar na vida de Kevin Arnold e companhia!
14.12.09
Dica de Lançamento: Zé Perri - A passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil

Meu querido amigo e escritor Claudio Fragata, lança no próximo sábado, 19, na Livraria Cultura Record, no Conjunto Nacional, o livro: "ZÉ PERRI - A passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil". (Ed. Record).
Claudio já foi meu entrevistado no Labirintos. Clique AQUI e leia a entrevista.
Claudio já foi meu entrevistado no Labirintos. Clique AQUI e leia a entrevista.
8.12.09
Cartas do Fim do Mundo
Lançamento:Data: 12/12 – sábado.
Local: Av. Paulista, 509. (próximo ao metrô Brigadeiro).
Horário: das 15h00 às 18h30
Organizadores: Nelson de Oliveira e Claudio Brites
Editora: Terracota
Organizado pelos amigos e escritores Claudio Brites e Nelson de Oliveira, o livro reúne treze cartas de autores novos e consagrados. Cartas do fim do mundo!
Os autores são: Moacyr Scliar, Raimundo Carrero, Marcelino Freire, Márcio Souza, Fausto Fawcett, Braulio Tavares, Xico Sá, Menalton Braff, Luis Dill, Luiz Bras, Marne Lucio Guedes, Brontops Baruq, Moacyr Godoy Moreira e Claudio Brites.
Os autores são: Moacyr Scliar, Raimundo Carrero, Marcelino Freire, Márcio Souza, Fausto Fawcett, Braulio Tavares, Xico Sá, Menalton Braff, Luis Dill, Luiz Bras, Marne Lucio Guedes, Brontops Baruq, Moacyr Godoy Moreira e Claudio Brites.
6.12.09
4.12.09
Lançamento: MEU PAI SABE VOAR
Júlio adora tudo que voa (passarinho, borboleta, avião, pipa...). Seu pai alimenta esse gosto: todo dia presenteia o menino com asas feitas de papel. O menino "voa" toda noite, impulsionado pelas histórias que o pai inventa ao lhe dar o presente. Um dia, Júlio descobre que o pai, como ele, também sabe "voar".Lançamento: dia 05 de dezembro, sábado.
Na Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509 (próximo ao metrô Brigadeiro).
A partir das 15h.
Espero por vocês lá!
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