toda vez que viajo
para a cidade de minha infância
encontro trinta mortos
pendurados nas janelas
esperando
de mim a parte
de areia e cimento
para cobri-los
de fé e de pedra
encontro cavoucando
o canteiro de lama
- meu playground de criança –
minhas memórias guardadas
em cabeças de minhocas minúsculas
iscas para pescar
peixes de água doce
eu
que não sei pescar
anzol perdido no tempo
6 comentários:
Querido, que bom que achou um segundo para sobrar uma brisa neste sotão.
beijos
Parabéns, Marcelo!
O seu blog é muuuuuito bom!
Estou te seguindo!
Um abração!
Pedro Antônio
Bom você ter voltado prá poesia em seu labirinto.
Lindo poema, tão bonito olhar pra trás com olhos de carícia, desde sempre, inundados de mistério... Um abraço e parabéns. Kely
Querido Marcelo,
Que poesia mais linda e encantadora!
Obrigada pelo seu recadinho no meu blog!
Obs.: Encontrei com o Jorge do Pântano na FTD de Ribeirão Preto. Ele estava lá. E me olhou com uma cara de "não te conheço de algum lugar?"
Bjs
Tânia
Uau! Que lindo Malusco.
Posso postar lá no ENCAIXE?
bj
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