
é preciso ter olhos de poesia para reinventar a forma
tirar da fôrma
deformar
conhecer o primeiro homem que desenhou numa caverna
ter a capacidade de se admirar com os fios elétricos
assombrar e ser assombrado pelo pensamento
ter o coração forte para agir pela razão
a razão humilde para os delírios do coração
estar sempre em estado de vigília
aprender a ver a sombra dos pássaros no asfalto
a ler uma cortina tocada pelo vento no sétimo andar de um edifício qualquer
dançar com a própria sombra
conhecer o alfabeto das nuvens e das chuvas
devanear sobre a pena e a pedra
1 comentários:
Que lindo! Nossa, Marcelo, suas palavras inundaram-me os olhos e encheram minha alma de uma leveza indizível. Quero ter poesia nos olhos como você!
Grande beijo,
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