O que move o texto da escritora e ilustradora Lúcia Hiratsuka é a vontade e o desejo de Sayuri, a personagem principal, em aprender com os livros, em querer decifrar e reconhecer nos desenhos e linhas as letras que formam as palavras.
Sayuri quer desvendar o mistério daquelas formas, mas não pode. Na verdade, sua condição de imigrante japonesa durante a 2ª. Guerra Mundial no Brasil faz com que sua família seja vigiada e tenha que, numa cena fantástica, enterrar todos os livros de sua tradição cultural. É logo no início do texto que Sayuri com sua delicadeza e sensibilidade, diz:
“Não quero que os meus pais saibam. Nem meus irmãos. Não quero que ninguém em casa saiba que escondi um livro. É tão bom ter o livro só para mim! É como encontrar um caracol na folha de alface e decidir: esse bichinho é meu, de mais ninguém.”
Sayuri quer desvendar o mistério daquelas formas, mas não pode. Na verdade, sua condição de imigrante japonesa durante a 2ª. Guerra Mundial no Brasil faz com que sua família seja vigiada e tenha que, numa cena fantástica, enterrar todos os livros de sua tradição cultural. É logo no início do texto que Sayuri com sua delicadeza e sensibilidade, diz:
“Não quero que os meus pais saibam. Nem meus irmãos. Não quero que ninguém em casa saiba que escondi um livro. É tão bom ter o livro só para mim! É como encontrar um caracol na folha de alface e decidir: esse bichinho é meu, de mais ninguém.”

Deste modo, Lúcia constrói uma narrativa cheia de lirismo, economia e beleza. Imagens poéticas tanto no texto como em seus desenhos com grafite, que são belíssimos e ajudam a compor a paisagem do universo da história de Sayuri.
Os Livros de Sayuri (Edições SM) fala do poder que os livros têm, do poder que tem a curiosidade e o encanto de uma criança, fala direto da memória familiar da autora, fala da busca de uma menina em decodificar as coisas, as palavras e o mundo. É Sayuri quem diz:
“Vou riscando no chão do quintal. Uso uma vareta, faço riscos bem grandes, lembrando o que ensinou o professor. Cada jeito de fazer os traços. De cima para baixo, da esquerda para direita. Traço reto, traço em curva, traço que parece um pingo de chuva. Um bom jeito de estudar, assim, no chão, pena ter que apagar depois. Gosto de olhar para a minha letra. Torta, mas minha”.
Os Livros de Sayuri (Edições SM) fala do poder que os livros têm, do poder que tem a curiosidade e o encanto de uma criança, fala direto da memória familiar da autora, fala da busca de uma menina em decodificar as coisas, as palavras e o mundo. É Sayuri quem diz:
“Vou riscando no chão do quintal. Uso uma vareta, faço riscos bem grandes, lembrando o que ensinou o professor. Cada jeito de fazer os traços. De cima para baixo, da esquerda para direita. Traço reto, traço em curva, traço que parece um pingo de chuva. Um bom jeito de estudar, assim, no chão, pena ter que apagar depois. Gosto de olhar para a minha letra. Torta, mas minha”.
Boa Leitura!
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