
Janusz Korczak e as suas crianças
"Ainda acabo fazendo livros onde as crianças possam morar."(Monteiro Lobato)
"Não devemos explicar nada a uma criança, é preciso maravilhá-la." (Marina Tsvetana)
"Todas as grandes personagens começaram por serem crianças, mas poucas se recordam disso." (Antoine de Saint-Exupéry)
"Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto." (Arnaldo Antunes)
"O Menino é o pai do Homem." (William Wordsworth)

Esta última frase serviu de epígrafe para o livro O MENINO NO ESPELHO, de Fernando Sabino(1923-2004), que nasceu no dia 12 de outubro. Nesta obra, o menino Fernando, vive todas as fantasias de sua infância, através de aventuras mirabolantes. Ensina uma galinha a conversar, aprende a voar com os pássaros, fica invisível, encontra-se com Tarzan e Mandrake, visita o sítio do Pica Pau Amarelo, torna-se agente secreto e campeão de futebol, vive aventuras na selva, enfrenta o valentão da sua escola. E, no menino que vê refletido no espelho, descobre o melhor de si mesmo.

Fernando Sabino

Janusz Korczak
No dia das crianças, não poderia deixar de falar de Janusz Korczak (1878-1942) , grande escritor, pedagogo e médico polonês que como disse Tatiana Belinky na apresentação que escreveu para a edição brasileira do livro QUANDO EU VOLTAR A SER CRIANÇA, "deveria ter seu retrato em lugar de honra em todas as escolas do mundo". No dia 5 de agosto de 1942, soldados alemães levaram as cerca de 200 crianças que estavam no seu orfanato, aproximadamente doze funcionários e Janus Korczak para o campo de concentração de Treblinka. Apesar de ter a possibilidade de não morrer numa câmara de gás junto com suas crianças, por quem dedicara toda a sua vida, Korczak optou por estar com elas. Existe um monumento em sua homenagem no cemitério de Powązki em Varsóvia.
O livro, uma novela infanto-juvenil psicológica, relata a experiência de um homem já maduro que volta a ser criança por um passe de mágica. Assim ele passa reviver o seu cotidiano de criança, juntamente com sua família, seus amigos e seus colegas de escola.

Aqui vai um pequeno trecho do livro, só para dar um gostinho: "Mas sou criança, tenho agora um outro relógio, outra medida do tempo, sigo um calendário diferente. Meu dia é uma eternidade dividida em breves segundos e intermináveis séculos".
No dia das crianças, quis apenas lembrar do Sabino e do Korczak, que foram grandes homens que voltaram a ser crianças, que nunca deixaram o menino perder para o homem.
E boa leitura!
1 comentários:
Gostei,
grato pela dica de leitura.
em algum momento vou citar no meu blogue, o Consiliencia.
Noé.
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