
Meu entrevistado é o poeta EDSON CRUZ, editor e co-fundador do portal de literatura e arte Cronópios.
E assim se deu a nossa conversa:
1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
R. Meu lugar imaginário são as palavras. As palavras em estado de dicionário, como dizia o ainda essencial Drummond. Lá é que moram todos os sentidos imaginados, imaginários, por imaginar. Os lugares e os deslugares. Mundos não mudos habitados por ninguém e por todos que formamos esta espécie predadora chamada Humana, mas que construiu esta riqueza que é a expressão com palavras, sons, línguas.
R. Meu lugar imaginário são as palavras. As palavras em estado de dicionário, como dizia o ainda essencial Drummond. Lá é que moram todos os sentidos imaginados, imaginários, por imaginar. Os lugares e os deslugares. Mundos não mudos habitados por ninguém e por todos que formamos esta espécie predadora chamada Humana, mas que construiu esta riqueza que é a expressão com palavras, sons, línguas.
2. Se você entrasse no labirinto de Creta e deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
R. Vem cá meu tourinho. Vamos dar uma chifradinha em Ariadne? Sou todo seu: Teseu.
R. Vem cá meu tourinho. Vamos dar uma chifradinha em Ariadne? Sou todo seu: Teseu.
3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
R. Se posso me expressar assim, creio que Borges foi um dos maiores personagens da Literatura mundial. Apoderou-se da memória de outros, de várias culturas e construiu uma obra híbrida que só valorizou e deu contornos míticos ao personagem que criou para si mesmo – o Outro de seu próprio conto ‘Borges e Eu’.
Só não gostaria de ser acometido pela sua cegueira. Mas aí eu não seria Borges. Nem mesmo um Glauco Mattoso. Ou seria? Bem, vou criar outro personagem.
R. Se posso me expressar assim, creio que Borges foi um dos maiores personagens da Literatura mundial. Apoderou-se da memória de outros, de várias culturas e construiu uma obra híbrida que só valorizou e deu contornos míticos ao personagem que criou para si mesmo – o Outro de seu próprio conto ‘Borges e Eu’.
Só não gostaria de ser acometido pela sua cegueira. Mas aí eu não seria Borges. Nem mesmo um Glauco Mattoso. Ou seria? Bem, vou criar outro personagem.
4. Qual é a importância da imaginação e da memória em seu processo criativo?
R. Falar sobre o processo criativo de alguém que produziu tão pouco, ainda, e não tem nem o começo de uma obra esboçada, como eu, é no mínimo pretensioso.
R. Falar sobre o processo criativo de alguém que produziu tão pouco, ainda, e não tem nem o começo de uma obra esboçada, como eu, é no mínimo pretensioso.
5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância ou adolescência, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
R. Não me lembro de um em especial. Sempre fui um leitor onívoro. Lembro-me vagamente de ter lido toda a coleção da revista Seleção Reader Digest que havia na biblioteca do Seminário onde estudei. No colégio lembro-me de alguns livros de Jorge Amado que me deram gosto. “Quincas Berro D’Água”, foi uma descoberta. Agora, o marco para mim foi a leitura e análise de um poema de Drummond: “Sete Faces”. Lembro-me da aula até hoje. E da convulsão que fez em minha cabeça. Fiquei torto daí pra frente. Busquei a poesia e ainda a busco.
R. Não me lembro de um em especial. Sempre fui um leitor onívoro. Lembro-me vagamente de ter lido toda a coleção da revista Seleção Reader Digest que havia na biblioteca do Seminário onde estudei. No colégio lembro-me de alguns livros de Jorge Amado que me deram gosto. “Quincas Berro D’Água”, foi uma descoberta. Agora, o marco para mim foi a leitura e análise de um poema de Drummond: “Sete Faces”. Lembro-me da aula até hoje. E da convulsão que fez em minha cabeça. Fiquei torto daí pra frente. Busquei a poesia e ainda a busco.
6. Se você tivesse uma máquina do tempo, que escritor(a) ou poeta do passado você desejaria encontrar?
R. Rabindranath Tagore. Acho-o fascinante. Produto de uma cultura que conheço pouco, mas que originou o Budismo (que foi uma reação ao bramanismo, do qual Tagore fazia parte), prática que abracei para toda vida, em sua revisão japonesa.
Tagore foi um artista completo: poeta, romancista, artista plástico, compositor, ensaísta, crítico político, educador. Sua primeira coletânea de poesia foi publicada quando ele tinha 16 anos, se não me engano.
O Ocidente só vê o que é seu espelho. Eu prefiro olhar para onde nasce o sol: o Oriente.
R. Rabindranath Tagore. Acho-o fascinante. Produto de uma cultura que conheço pouco, mas que originou o Budismo (que foi uma reação ao bramanismo, do qual Tagore fazia parte), prática que abracei para toda vida, em sua revisão japonesa.
Tagore foi um artista completo: poeta, romancista, artista plástico, compositor, ensaísta, crítico político, educador. Sua primeira coletânea de poesia foi publicada quando ele tinha 16 anos, se não me engano.
O Ocidente só vê o que é seu espelho. Eu prefiro olhar para onde nasce o sol: o Oriente.

Edson Cruz nasceu em Ilhéus e mora em São Paulo há uma eternidade. É co-fundador do site Cronópios e editor. Tenta concluir a graduação em Letras, na USP, há muitos anos. Publicou o livro de poemas “Sortilégio”, pelo selo Demônio Negro. Tem mais um livro de poemas no prelo e está adaptando para jovens o grande clássico “Mahabharata”. Escreve com alguma constância no blog http://sambaquis.blogspot.com/ E-mail: edsoncruz@cronopios.com.br
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DICA DE LANÇAMENTO:
O CATADOR DE BATATAS E O O FILHO DA COSTUREIRA,
DE BRUNO D'ANGELO E RICARDO GIASSETTI.

1 comentários:
Gosto muito das perguntas que vc faz. as respostas tb sao criativas. O-te-mo
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