Meu entrevistado da vez é o escritor SAMIR MESQUITA. Autor do genial livro de micro-contos DOIS PALITOS. Conheci Samir na oficina de criação literária do Marcelino Freire. E assim se deu a nossa conversa:1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
SM: Pasárgada. “Lá sou amigo do rei. Lá tenho a mulher que eu quero, na cama que escolherei.” Puta vidão, não?
SM: Pasárgada. “Lá sou amigo do rei. Lá tenho a mulher que eu quero, na cama que escolherei.” Puta vidão, não?
2. Se você entrasse no labirinto de Creta e deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
SM: Eu lhe perguntaria: “Você também se sente um estranho de vez em quando?”
SM: Eu lhe perguntaria: “Você também se sente um estranho de vez em quando?”
3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
SM: Ai, que preguiça...acho que Macunaíma.
SM: Ai, que preguiça...acho que Macunaíma.
4. Qual é a importância da imaginação no seu processo criativo?
SM: Leio pra me divertir. E escrevo pra fazer o mesmo, embora nem sempre o processo criativo seja prazeroso.
Por isso, imaginação é fundamental. É uma fuga. É o que nos salva. Minha vida já é muito chata, prefiro inventar outras.
SM: Leio pra me divertir. E escrevo pra fazer o mesmo, embora nem sempre o processo criativo seja prazeroso.
Por isso, imaginação é fundamental. É uma fuga. É o que nos salva. Minha vida já é muito chata, prefiro inventar outras.
5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância ou adolescência, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
SM: Comecei a ler tarde infelizmente (as leituras obrigatórias do colégio não contam, né?), aos 15 anos. E comecei lendo poesia. O primeiro livro que comprei com meu próprio dinheiro foi 2 ou + Corpos no Mesmo Espaço, do Arnaldo Antunes. Vi uma reportagem na TV e gostei daquilo, daquela literatura com imagem, do jogo de palavras e sentidos, daquele livro interativo. Depois comecei a ler os concretos e aí caíram nas minhas mãos as obras completas de Drummond e João Cabral. Talvez venha daí minha economia nas palavras.
6. Se você tivesse uma máquina do tempo, que escritor(a) do passado você desejaria encontrar?
SM: Influenciado pela minhas últimas leituras, gostaria de encontrar com Roberto Bolaño. E entre um cigarro e outro, um deles ameaçando sua retina para não me enrolar, eu lhe perguntaria: “Meu velho, me diz uma coisa: de onde você tirou a idéia para escrever Detetives Selvagens, hein?”
SM: Influenciado pela minhas últimas leituras, gostaria de encontrar com Roberto Bolaño. E entre um cigarro e outro, um deles ameaçando sua retina para não me enrolar, eu lhe perguntaria: “Meu velho, me diz uma coisa: de onde você tirou a idéia para escrever Detetives Selvagens, hein?”

Samir Mesquita é autor do livro de microcontos “Dois Palitos”. Participou das antologias “Contos de Algibeira (Editora Casa Verde), “Moscas” (Dulcinéia Catadora). Nasceu em 1982, em Curitiba (PR), foi criado em Alfenas (MG) e vive em São Paulo (SP). É um cara de poucas palavras. www.samirmesquita.com.br
3 comentários:
Perfeito, nao sei se as respostas foram tao espontaneas como aparecem na entrevista,
mas isso nao tira Samir Mesquita da sua cadeira entre os grandes escritores brasileiros desse novo seculo!!!
e que com certeza vai influenciar muita gente boa por ai....
inclusive eu!!!
patrabens para o entrevistador e o entrevistado.
Caro SAMIR. Há poucos dias comecei a ler seus escritos. Legais são suas frases que marcam para ser repassadas e comentadas com conhecidos. Sou uma aposentada feliz por gostar muito de ler. Estou sempre aprendendo. Um abraço para você nesta tarde fria de inverno. Deyse Felix
E você também, como entrevistador, merece um cumprimento, por levar com honras o sobrenome de duas famílias muito importantes, estudiosas e merecedoras de elogios. Um abraço da Deyse Felix, uma aposentada feliz.
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