
Minha conversa desta vez foi com o escritor, redator e professor universitário JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA. Nosso bate-papo no sótão se deu assim:

1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
R. São muitos os lugares imaginários que gosto de frequentar, ir-e-vir, entrar-e-sair, às vezes até me ocultar: a caverna de Ali-babá, a terceira margem do rio, a Terra do Nunca, o espelho de Alice, o reino de Pasárgada, as veredas do grande-sertão, o jardim dos caminhos que se bifurcam, a tenda de Almotásin, as asas de Pégaso, a Casa Verde, a auto-estrada Sul.
R. São muitos os lugares imaginários que gosto de frequentar, ir-e-vir, entrar-e-sair, às vezes até me ocultar: a caverna de Ali-babá, a terceira margem do rio, a Terra do Nunca, o espelho de Alice, o reino de Pasárgada, as veredas do grande-sertão, o jardim dos caminhos que se bifurcam, a tenda de Almotásin, as asas de Pégaso, a Casa Verde, a auto-estrada Sul.
2. Se você entrasse no labirinto de Creta e deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
R. Eu diria ao Minotauro: “Posso escapar. Basta eu parar de ler”.
R. Eu diria ao Minotauro: “Posso escapar. Basta eu parar de ler”.
3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
R. Ninguém, personagem que dialoga com Todo o mundo no Auto da Lusitânia, de Gil Vicente.
R. Ninguém, personagem que dialoga com Todo o mundo no Auto da Lusitânia, de Gil Vicente.
4. Qual é a importância da imaginação no seu processo criativo?
R. A imaginação é a outra mão que se soma à mão da memória para, juntas, criarem as histórias. Nenhuma história emerge só imaginação ou dos meandros da memória.
R. A imaginação é a outra mão que se soma à mão da memória para, juntas, criarem as histórias. Nenhuma história emerge só imaginação ou dos meandros da memória.
5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância ou adolescência, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
R. Um autor menor, chamado José Mauro de Vasconcelos. O território da leitura é assim: podemos adentrá-lo por escadarias douradas, portais de pedras preciosas, portas humildes e até pelo buraco da fechadura. O importante é entrar. E devemos ser gratos, sempre, pela dádiva que é ler, não apenas os livros, mas, sobretudo, as pessoas.
R. Um autor menor, chamado José Mauro de Vasconcelos. O território da leitura é assim: podemos adentrá-lo por escadarias douradas, portais de pedras preciosas, portas humildes e até pelo buraco da fechadura. O importante é entrar. E devemos ser gratos, sempre, pela dádiva que é ler, não apenas os livros, mas, sobretudo, as pessoas.
6. Se você tivesse uma máquina do tempo, que escritor(a) do passado você desejaria encontrar?
R. Drummond. Porque temos apenas duas mãos e o sentimento do mundo. Porque vamos de mãos dadas. Porque o tempo é nossa matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
R. Drummond. Porque temos apenas duas mãos e o sentimento do mundo. Porque vamos de mãos dadas. Porque o tempo é nossa matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos-SP. É escritor, redator de propaganda e professor universitário, com mestrado e doutorado em Ciência da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Publicou os livros de contos O vaso azul, Duas Tardes, Dias Raros e O volume do silêncio entre outros, além de romances e novelas para o público infanto-juvenil. Dos prêmios que recebeu destacam-se o Guimarães Rosa/Radio France Internationale, o Eça de Queiroz e o Jabuti.
2 comentários:
Olá Sr. Maluf!
Como vai? Chegou bem?
Mais adiante nos vemos.
Abraços,
Claudio
ola MArcelo do LAbirinto,acasos me trouxeram até aqui, faz meia hora que remexo em seus links mas parei nessa entrevista:Ilustrei um dos livros do CArrascoza(aprendiz de inventor)e é de loonge meu texto preferido.Depois descobri o VAso Azul e me encantei inda mais.Bons temas os dessa entrevista,boa conversa.
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