26.6.08

Dica de Leitura do Labirinto: A invenção de Hugo Cabret

Acabo de ler o Livro apaixonante de Brian Selznick. Tudo em A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Edições SM) é beleza. É mágico. O personagem Hugo Cabret me lembrou algumas crianças de Dickens; um Oliver Twist, um David Copperfield, por exemplo. Mas não estamos em Londres, e sim em Paris. A mistura da narrativa visual com a escrita faz com que a leitura ganhe uma velocidade cinematográfica; o que é totalmente pertinente com o enredo da história. A linguagem do cinema com seus cortes e fragmentos encontra nas mãos de Brian uma junção muito bem elaborada entre a tradição de se contar uma boa história e o bom uso da narrativa através da imagem. Fantástico!

Sinopse:

"Paris, anos 30. Hugo Cabret vive clandestinamente na estação de trem. Esgueirando-se por passagens secretas, o menino cuida do funcionamento dos gigantescos relógios do lugar. Ele precisa manter-se invisível porque guarda um incrível segredo. Descoberto pelo severo dono da loja de brinquedos e por sua curiosa afilhada, todos os seus planos entram em perigo... Um valioso caderno, uma chave roubada, uma mensagem cifrada e um passado esquecido estão no centro dessa misteriosa aventura". (Edições SM)




Brian Selznick nasceu em Brunswick, Nova Jersey, e se formou na Escola de Design de Rhode Island. Com seu primeiro livro, The Houdini Box, obteve notável repercussão entre a crítica e o público, assim como dois prêmios: o Texas Bluebonnet e o Rhode Island de literatura infantil.Seus trabalhos em The Dinosaurs of Waterhouse Hawkins, Walt Whitman: Words for America e em Amelia and Eleanor Go for a Ride também lhe renderam numerosas premiações, entre elas a Caldecott Honor, o ALA Notable Book e o Booksense Honor Book. Selznick reconhece que encontrou a inspiração para criar o mundo de Hugo Cabret depois de ler Edison’s Eve: A Magical History of the Quest for Mechanical Life, de Gaby Wood, texto que, nas palavras do próprio Selznick, “contava a verdadeira história de uns complicados homens mecânicos de corda que foram doados a um museu de Paris. A coleção foi abandonada em um sótão bagunçado e por acaso foi jogada no lixo. Imaginei um garoto se encontrando com máquinas quebradas e enferrujadas e, nesse preciso instante, nasceram Hugo e sua história”. Saiba mais em: http://www.edicoessm.com.br/hugocabret/index.html

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Imagem: Rogério Pinto