Outro grande escritor visita o Labirinto. Leo Cunha disse assim, quando apresentei as questões: "Opa, essas perguntas são um desafio e uma tentação! Vou responder de bate-pronto, sem pensar muito, pra não matar a idéia espontânea". E assim se deu a nossa conversa no sótão:'>' 1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
Leo Cunha: Na literatura infanto-juvenil, a mansão do Gordo (uma espécie de quartel-general da turma do Gordo, em todos os livros do João Carlos Marinho). Na literatura adulta, o exército do Cavaleiro Inexistente, do Calvino. Se bem que não é exatamente um lugar... Ou então, pra ir prum registro mais pop, a loja de discos do Alta Fidelidade, do Nick Hornby.
'>' 2. Se você entrasse num labirinto e se deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
LC: Metade de mim quer fugir, metade quer se perder aqui.
'>' 3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
LC:Algum de perfil picaresco: Lazarillo, Malasartes, Pickwick, Huck Finn...
'>' 4. Qual é a importância da imaginação no seu processo criativo?
LC: Muito grande. Ela faz parte de um tripé, que norteia a maioria dos meus textos: observação, imaginação, jogo de palavras.
'>' 5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
LC: Um só é impossível. Eu li muito muito muito na infância. Minha mãe tinha em casa uma biblioteca com mais de 10 mil livros. Na época, eu tinha fases em que lia 10 livros do mesmo autor, e depois passava pra outro. Lembro de ter devorado grandes doses de Orígenes Lessa, Monteiro Lobato, Julio Verne, Mark Twain, Maria Clara Machado. Isso é o que me veio à cabeça agora, mas com certeza foram muitos outros também.
Leo Cunha: Na literatura infanto-juvenil, a mansão do Gordo (uma espécie de quartel-general da turma do Gordo, em todos os livros do João Carlos Marinho). Na literatura adulta, o exército do Cavaleiro Inexistente, do Calvino. Se bem que não é exatamente um lugar... Ou então, pra ir prum registro mais pop, a loja de discos do Alta Fidelidade, do Nick Hornby.
'>' 2. Se você entrasse num labirinto e se deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
LC: Metade de mim quer fugir, metade quer se perder aqui.
'>' 3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
LC:Algum de perfil picaresco: Lazarillo, Malasartes, Pickwick, Huck Finn...
'>' 4. Qual é a importância da imaginação no seu processo criativo?
LC: Muito grande. Ela faz parte de um tripé, que norteia a maioria dos meus textos: observação, imaginação, jogo de palavras.
'>' 5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
LC: Um só é impossível. Eu li muito muito muito na infância. Minha mãe tinha em casa uma biblioteca com mais de 10 mil livros. Na época, eu tinha fases em que lia 10 livros do mesmo autor, e depois passava pra outro. Lembro de ter devorado grandes doses de Orígenes Lessa, Monteiro Lobato, Julio Verne, Mark Twain, Maria Clara Machado. Isso é o que me veio à cabeça agora, mas com certeza foram muitos outros também.

Leo Cunha nasceu em Bocaiúva (MG), em 1966, e mora desde pequeno em Belo Horizonte. Mestre em Ciência da Informação pela UFMG, trabalha como professor universitário, jornalista e tradutor, mas sua maior paixão é escrever para crianças e jovens. Entre seus trinta e poucos livros, a maioria tem a narrativa recheada de humor, como Pela estrada afora, O menino que não mascava chiclê, Na marca do pênalti, Poemas lambuzados e O macarrão espantado. Recebeu alguns dos principais prêmios da literatura infantil e juvenil brasileira, como o João de Barro, Nestlé, Jabuti, FNLIJ, entre outros.
Para saber mais acesse: http://www.leocunha.jex.com.br/
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