Dessa vez a conversa foi com uma das grandes damas da literatura brasileira contemporânea: ÍNDIGO. E a nossa prosa se deu assim:1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
Índigo: Hogwarts. Mas na gestão do Dumbledore, porque depois a coisa ficou bem feia por lá.
Índigo: Hogwarts. Mas na gestão do Dumbledore, porque depois a coisa ficou bem feia por lá.
2. Se você entrasse num labirinto e se deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
I: Sou mais chegada em centauros. Eu ficaria um pouco inibida na presença de um minotauro. Ele é tão másculo, tão alto. Acho que me sentiria meio ridícula com minha cabeça amassada, sem nenhum pêlo, com cabelo no topo. Deve ser o tipo de encontro que faz a gente reconsiderar um monte de coisas. Acho minotauros elegantes. Aqueles músculos bem definidos... Fora que falam pouco e são cheios de mistérios. Gosto de seres misteriosos.
Bem, mas quanto ao o que dizer... eu evitaria assuntos como: churrasco, transgênicos e mutações.
Eu ia perguntar se podia pegar nele.
3. Se você pudesse escolher ser um personagem da história da literatura, qual seria?
I: Se a Alice não fosse tão neurótica, eu a escolheria. Alice teve oportunidades incríveis a partir do momento que caiu naquele buraco. Não é qualquer um que tem esse tipo de experiência, mas ela não conseguiu relaxar, o que fez da viagem um lance meio sacal. Por isso fico com Willy Wonka. Esse, sim, soube curtir a vida. O cara tinha estilo e, como Alice, conseguiu cair fora. Só que no caso dele, teve controle da situação. Ele gerava seu próprio psicodelismo e todo mundo embarcava na dele. Ele se divertiu bastante.
4. Qual é a importância da imaginação no seu processo criativo?
I:Eu me considero uma pessoa pouco imaginativa. Sempre trabalho em cima de coisas conhecidas e reais. Uso a realidade como base, e daí dou uns vôos. É comum, no meio do vôo, acabar o combustível. Nessas horas eu me dou conta de como sou limitada na criação de situações, soluções, tramas. A saída é sempre voltar para o chão e encontrar algo palpável e real, a partir do qual consigo deslanchar novamente.
5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
I: Laura Ingalls Wilder com a série “Uma casa na campina”. Era a saga de uma família de pioneiros americanos desbravando a costa leste. Eu ficava deslumbrada com a possibilidade de construção de uma cidade do zero, chegar num descampado e ter de começar tudo. Na época eu não sabia, mas já devia ser essa tara por uma página em branco que, felizmente, dura até hoje.
Índigo é autora de “A Maldição da Moleira” (Girafinha, 2007), “O Livro das Cartas Encantadas” (Brinque-Book, 2007), "Como Casar com André Martins" (Girafinha, 2006), "Perdendo Perninhas" (Hedra, 2006), “Festa da Mexerica” (Hedra, 2003), “Saga Animal” (Hedra - 2001), entre outros.
Em 2006 foi vencedora do 1O Prêmio Literatura Para Todos, do Ministério da Educação, na categoria contos com o livro “Cobras em Compota”.
Mantém o blog: www.diariodaodalisca.zip.net
1 comentários:
Parabéns pelo blog. trabalho sério, verdadeiro, talentoso. Te desejo toda a sorte do mundo.
beijos enormes, Dedê.
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