O renomado biólogo e ambientalista alemão Johan Schoereder, 56, do Instituto de Estudos Avançados sobre Animais de Frankfurt (IEAAF), publicou na última edição da revista inglesa BioScience (www.bioscience.uk) um artigo onde relata a descoberta de uma nova espécie na fauna brasileira, dentro do programa de pesquisas que vem desenvolvendo desde a década de 1980, na floresta Amazônica.
Até aí, nenhuma novidade. Acontece que o cientista afirma ter encontrado um Mirmecoleão. Criatura apenas conhecida em relatos fantásticos. Trata-se de um animal que tem o corpo de um leão na frente e atrás o de uma formiga. Schoereder se apóia nos escritores Gustav Flaubert e Jorge Luís Borges que já haviam citado em suas obras o estranho ser. “Entre os gregos ele também já era conhecido”, comenta o pesquisador.
Até aí, nenhuma novidade. Acontece que o cientista afirma ter encontrado um Mirmecoleão. Criatura apenas conhecida em relatos fantásticos. Trata-se de um animal que tem o corpo de um leão na frente e atrás o de uma formiga. Schoereder se apóia nos escritores Gustav Flaubert e Jorge Luís Borges que já haviam citado em suas obras o estranho ser. “Entre os gregos ele também já era conhecido”, comenta o pesquisador.
A comunidade científica contesta dizendo que o biólogo não tem provas, e que só o seu testemunho não é o suficiente. Johan apela para a bíblia e cita o livro de Jó 4, 11: “O velho leão perece por falta de presa” – e continua: “O Mirmecoleão é noturno e sensível a luz, com minha câmera só conseguiria fotografá-lo com o uso do Flash. E se eu matasse o animal? E se ele for o último de sua espécie?”. Schoereder assegura que o bicho é manso e gosta de ouvir histórias: “Li a Metamorfose do Kafka para ele. Parecia se compadecer da agonia de Gregor Samsa”.
A prova da existência do Leão-Formiga poderá provocar uma revolução na história do mundo e da comunidade científica, já que existem muitos* relatos de pessoas que dizem ter visto lobisomens, sacis, fadas, gnomos, unicórnios e mulas sem cabeça.
Talvez, do mesmo modo como vem ocorrendo com a espiritualidade oriental e a física quântica, a biologia e o universo ficcional fantástico, e os seus seres - até então – “imaginários”, possam revelar, através da ciência, que nem tudo o que se imagina e se inventa são mentiras de fato.
(Texto publicado originalmente no Jornal MENOS ESCRITORES - publicação elaborada pela segunda turma da Oficina Literária "Narrativas Breves e Outras Nem Tanto" coordenada por Marcelino Freire, no b_arco - brasil artecontemporânea).
* Aqui o texto na íntegra. No jornal falta a frase em itálico.

